Por verdade, memória, justiça e reparação.
Somos uma rede de apoio para quem
enfrenta a violência
do Estado.

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Sobre Nós

Uma rede de apoio, acolhimento e resistência para quem enfrenta a violência de Estado.

Missão

Acolher, fortalecer e garantir acesso à justiça para famílias afetadas pela violência do Estado.

Visão

Construir caminhos para um futuro onde os direitos humanos sejam inegociáveis com a verdade, memória, justiça e reparação.

Seja bem-vindo à Rede de Atenção a pessoas Afetadas pela Violência de Estado!

A Raave nasceu da urgência de acolher famílias afetadas  pela violência de Estado. Nossa missão é oferecer suporte psicossocial e acesso à justiça, garantindo que essas histórias não sejam esquecidas e que a luta por justiça seja fortalecida.

Criada a partir da Chacina do Jacarezinho, a operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, em 6 de maio de 2021, a Raave se consolidou como um espaço de acolhimento, resistência e articulação entre coletivos de familiares, organizações de direitos humanos, grupos clínicos, instituições de saúde, movimentos de favelas e universidades.

A partir daquela experiência, tiveram início as reuniões de articulação entre os coletivos envolvidos. Desses encontros nasceu formalmente a Raave, uma rede diversa e potente que reúne diferentes repertórios, saberes e contribuições.

Hoje, conectamos famílias afetadas à rede de suporte e atuamos pelo fortalecimento de políticas públicas que garantam direitos fundamentais como saúde, assistência social e acesso à justiça.

Nossa atuação tem como princípios:

✔ A defesa incondicional dos Direitos Humanos.

✔ O respeito absoluto às mães, familiares e movimentos que lutam por justiça.

✔ O compromisso com o fortalecimento do serviço público, em especial o Sistema Único de Saúde (SUS), o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e o modelo de acesso à justiça público, por meio das Defensorias Públicas.

Programa de Bolsas RAAVE

Sobre o programa

O Programa de Bolsas RAAVE é uma iniciativa construída com o apoio da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de fortalecer a atuação da rede e contribuir para a construção de uma política pública voltada à atenção psicossocial e o acesso à justiça pelas famílias afetadas pela violência de Estado. A proposta é sistematizar o conhecimento produzido pelas mães e equipe técnica da Raave e ampliar sua capacidade de atuação.

Quem participa

O programa reconhece o papel fundamental das mães afetadas pela violência letal de Estado como produtoras de conhecimento. São elas, muitas vezes, as primeiras a identificar novos casos e a oferecer acolhimento às famílias atingidas. Por isso, o investimento do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi realizado por meio da UFRJ, especificamente no Instituto de Psicologia, para que essas mães possam atuar como bolsistas pesquisadoras. A partir de uma metodologia de educação popular, a atuação ocorre em articulação com os grupos clínicos da rede, instituições de direitos humanos, organizações de favelas e, principalmente, movimento de mães e familiares, com o objetivo de propor uma política pública mais eficaz e acolhedora. Além da UFRJ, também participam a UFF, UERJ e Fiocruz.

Equipe

A Raave conta com cem mães pesquisadoras, bolsistas de extensão na UFRJ, que desenvolvem metodologias de acolhimento e dispositivos de cuidado em rede. Além das mães pesquisadoras, o programa conta com a participação de 32 estudantes bolsistas da UFRJ e da UFF, que atuam na assessoria às mães. Eles reforçam a rede de atendimento formada pelos 12 grupos clínicos da Raave, UERJ e organizações da sociedade civil.

Também compõem a equipe da Raave, um grupo de assessoria jurídica popular, a equipe de comunicação e o suporte administrativo. Para organizar os trabalhos, a Raave conta com uma coordenação técnica responsável pelo plano de trabalho da rede.

Ao longo de 2024, diversas atividades marcaram a consolidação do programa de bolsas:

  • Em agosto, ocorreu o evento de boas-vindas e o juramento de compromisso das 100 mães selecionadas.
  • Em setembro, foi apresentado o cronograma de trabalho e realizada a divisão das bolsistas em 11 Núcleos de Base por território.
  • Ainda em setembro, as mães participaram da testagem crítica do fluxo de acolhimento da RAAVE, propondo ajustes a partir de suas experiências.
  • Em outubro, houve uma plenária de avaliação coletiva e um ato em memória de Marielle Franco e Anderson Gomes, com debate sobre violência de Estado e justiça.
  • Em novembro, a plenária discutiu o caso Ágatha Félix e a organização de plantões e mobilizações nos dias de júri.
  • Em dezembro, o encerramento do ciclo de atividades incluiu uma confraternização inter-religiosa e a escolha da identidade visual da RAAVE.

Nossos números

Dados de 15/10/2024 a 14/01/2025 (dados atualizados semestralmente)

  • 155 famílias acolhidas diretamente pela rede
  • 72 encaminhamentos para atendimento psicossocial em casos não urgentes
  • 14 atendimentos psicossociais urgentes iniciados
  • 86 atendimentos psicossociais no total
  • 23 encaminhamentos para atendimento

Vozes que resistem!

Reunião da Raave realizada em 24 de fevereiro de 2025, em homenagem à Agatha Félix, menina de 8 anos vítima fatal da violência estatal

Canal de Videos

Nesta seção, você encontra registros dos eventos da RAAVE, com depoimentos de mães e familiares que transformam sua dor em resistência. São histórias de luta por verdade, memória, justiça e reparação, trazendo à tona a realidade da violência de Estado e a urgência por mudanças. Assista e amplifique essas vozes!

Em destaque

Pontos de Acolhimento, Justiça e Cuidado: política pública criada no território propõe novo modelo de atenção a vítimas da violência de Estado

Proposta da RAAVE será entregue ao Governo Federal e busca transformar práticas comunitárias de cuidado e reparação em programa nacional

Rede de Atenção a Pessoas Afetadas pela Violência de Estado (RAAVE) esteve em Brasília para apresentar ao Governo Federal a proposta de criação dos Pontos de Acolhimento, Justiça e Cuidado (AJC) — um modelo de política pública elaborado a partir da experiência direta de mães e familiares de vítimas da violência de Estado em diferentes territórios do país.
A iniciativa parte de um princípio central: as políticas públicas voltadas à reparação e ao cuidado devem ser construídas com e pelos próprios atingidos, com apoio técnico das universidades. Inspirada na experiência concreta da própria RAAVE, a iniciativa pretende seguir o exemplo da política pública dos Pontos de Cultura, reconhecendo e fortalecendo grupos comunitários que, há anos, oferecem acolhimento e apoio psicossocial e jurídico a outras famílias em situações de perda e vulnerabilidade.
A formulação da política é resultado de mais de 12 meses de trabalho da RAAVE, um projeto financiado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) por meio da Secretaria de Acesso à Justiça. O projeto reúne mais de cem mães pesquisadoras e bolsistas vinculadas à UFRJ e integra parcerias com instituições como UFF, UERJ e Cooperação Social da Presidência da Fiocruz, além de grupos clínicos, movimentos de familiares e coletivos de direitos humanos.

A dor da perda não pode ser invisibilizada. Nossa luta é por verdade, justiça, memória e reparação.

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